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Portal Brasil Engenharia | Pesquisa da UFSCar aponta potencial do carbono para diminuir emissões de gases de efeito estufa

Pesquisa da UFSCar aponta potencial do carbono para diminuir emissões de gases de efeito estufa

22/09/2016 - Pesquisa da UFSCar aponta potencial do carbono para diminuir emissões de gases de efeito estufa
 
Estudo, desenvolvido no Campus Araras da Universidade, contou com a organização de mais de 30 mil amostras de solo, que demonstraram a eficácia do carbono na mitigação dessas emissões
 
O Brasil atualmente ocupa o sexto lugar no ranking de países que mais emitem gases de efeito estufa (GEE) no mundo. Comprovadamente, são os setores de mudança do uso da terra e agropecuário os que mais contribuem para o aumento dessas emissões. Pensando em buscar alternativas para o meio ambiente neste escopo, a aluna Ana Carolina Cidin, do Programa de Pós-Graduação em Agricultura e Ambiente (PPGAA) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), desenvolveu uma pesquisa de mestrado que teve o intuito de estimar o estoque de carbono em solos brasileiros sob diferentes usos agrícolas e seu potencial para mitigação dos GEE.
O estudo, orientado pela professora Maria Leonor Assad, do Departamento de Recursos Naturais e Proteção Ambiental (DRNPA), teve início em fevereiro de 2014 e contou com o apoio da Capes. “A partir de dados que levantei em artigos, dissertações e teses, propus estratégias que possam contribuir para a mitigação das emissões dos chamados gases de efeito estufa (GEE)”, relata Ana Carolina. Para isso, a discente desenvolveu uma função matemática – denominada função de pedotransferência – para estimar a densidade do solo, variável nem sempre disponível na literatura e necessária para o cálculo do estoque de carbono no solo. “Após efetuar este cálculo de estoque, agrupei os dados em diferentes classes de uso do solo e diferentes classes de tipos de solo”, conta.
A aluna relata que, ao longo do tempo, teve um trabalho extenso de levantamento e organização de dados que, apesar de numerosos, estavam dispersos em unidades e locais distintos. Dentre as informações coletadas, estão atributos químicos e físicos de solos. Segundo a aluna, o potencial de contribuição da agricultura para a mitigação dos GEE foi estimado com base no aumento do estoque de carbono no solo, ou seja, dos teores de matéria orgânica no solo, que têm o carbono em sua maior composição. “Essa simulação foi calculada a partir da mudança ou recuperação de uma situação atual de uso do solo – pastagem degradada, cultura anual sem sistema de plantio direto e solo descoberto, por exemplo – para um cenário com potencial para manter o carbono no solo por mais tempo”, explica.
Segundo Ana Carolina, ações como diminuir os desmatamentos e queimadas e aliar técnicas agrícolas de produção com premissas mais conservacionistas, como o sistema plantio direto e sistemas de integrados (como integração lavoura-pecuária-floresta, integração lavoura-floresta, integração pecuária-floresta, integração lavoura-pecuária), têm mostrado bons resultados na mitigação de GEE e estão sendo adotados em todo o país. “O aumento do estoque de carbono no solo é uma alternativa nesse processo e é menos uma fonte de emissão de GEE. Mantê-lo no solo por mais tempo compensaria as emissões de outras fontes na atividade agropecuária, atualmente indispensáveis”.
A aluna conta que este tipo de estudo vem sendo desenvolvido há alguns anos, já que o Brasil tem muito potencial para contribuir nas discussões de mitigações de GEE. “O grande diferencial de meu trabalho foi o fato de ter compilado esse grande número de informações de atributos do solo da década de 1960 até 2015 e organizá-los sistematicamente em um banco de dados. A vantagem é que este banco pode subsidiar estudos futuros e, inclusive, ser constantemente atualizado. Confirmamos, com toda essa coleta de dados, o potencial da atividade do setor agropecuário como estratégia de mitigação dos GEE”, afirma. Segundo Ana Carolina, o banco de dados criado em sua pesquisa é de domínio público e em breve será disponibilizado aos interessados.
A discente ressalta que o estudo, além de lhe proporcionar satisfação pessoal, permitiu que ela tivesse acesso à uma gama de informações a respeito de um tema mundialmente discutido, o que foi muito benéfico para seu crescimento. “Os maiores desafios e aprendizados foram organizar um banco de dados com mais de 30 mil amostras de solo. Com as informações geradas, o trabalho colabora com a definição de políticas públicas que incentivem a adoção de práticas de manejo e uso do solo com potencial de estocar carbono no solo. A pesquisa também ajuda a definir estratégias de aumento de estoque de carbono. Com isso, pretendo dar continuidade a esses estudos no doutorado”, finaliza.
 
Coordenadoria de Comunicação Social - Universidade Federal de São Carlos. Telefone: (16) 3351-8119.

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