ArcelorMittal obtém lucro de R$ 9,1 bilhões em 2022, com retorno da normalidade ao mercado de aço

ArcelorMittal - Jefferson De Paula presidenteArcelorMittal obtém lucro de R$ 9,1 bilhões em 2022, com retorno da normalidade ao mercado de aço
Resultado positivo mostra que demanda interna continuou aquecida; empresa iniciou o processo de aquisição da CSP, no Ceará, e deu continuidade ao pacote de investimentos de R$ 7,7 bilhões.
O ano de 2022 foi muito bom para a ArcelorMittal Brasil. Em função da base de comparação extremamente elevada de 2021, ano que se consolidou como o melhor da sua história, já era esperado um recuo significativo nos resultados no ano passado. O influxo, no entanto, representou apenas um retorno aos patamares de normalidade do mercado nacional de aço que, no entanto, se manteve em ritmo aquecido de produção e demanda. 
Mesmo com a queda no consumo aparente de aço no país de 10,9% (para 23,4 milhões de toneladas), do recuo das vendas internas em 9,1% (para 20,2 milhões de toneladas) e do encolhimento da produção de aço bruto em 5,8% (para 34 milhões de toneladas), segundo balanço do Instituto Aço Brasil, ainda assim, 2022 mostrou-se como um ano de excelente performance para a ArcelorMittal Brasil.
A receita líquida da empresa subiu 3,8% em 2022, totalizando R$ 71,6 bilhões. O Ebitda, de R$ 14,9 bilhões, recuou de 26% sobre 2021, mas ainda suficiente para o alcance de uma margem Ebitda de significativos 21%. A produção de aço também foi expressiva, totalizando 12,7 milhões de toneladas de aço e 3,3 milhões de toneladas de minério, queda de 5,3% e 1,4% respectivamente em relação ao ano anterior.
O volume de vendas de aço diminuiu menos, para 12,4 milhões de toneladas (-0,9%) sendo que, desse montante, 7,4 milhões de toneladas (60%) foram destinadas ao mercado interno e 5,0 milhões (40%) ao mercado externo. No encerramento do ano, a empresa registrou significativo lucro líquido de R$ 9,1 bilhões (-33,4%). Os resultados incluem as operações brasileiras de aço e mineração e as operações das empresas controladas da Acindar, na Argentina, da Unicon, na Venezuela, e ArcelorMittal Costa Rica.
“Estes resultados foram possíveis por nossa resposta rápida e assertiva para períodos de oscilações, ajustando a produção com agilidade às demandas dos mercados nacional e internacional e implementando medidas para a preservação do caixa, redução de custos, otimização de processos e aumento da produtividade”, disse Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Longos e Mineração LATAM.
Investimentos em expansão - A empresa manteve seu programa de investimentos em expansão, o maior em andamento atualmente no setor siderúrgico brasileiro, de R$ 7,7 bilhões. O objetivo é o aumentar a capacidade instalada, modernizar a base industrial e capacitar as unidades para fabricação de aços tecnológicos e exclusivos, além de ampliar a produção de minério de ferro, entre 2022 e 2025.
A empresa está investindo R$ 2,5 bilhões na unidade Monlevade para quase duplicar a capacidade de produção, de 1,2 milhão para 2,2 milhões de toneladas/ano de aço bruto. Na Mina do Andrade, fornecedora de minério de ferro para a planta, a produção passará de 1,5 milhão para 3,5 milhões de toneladas/ano. Já na usina de Vega, em São Francisco do Sul (SC), o R$ 1,9 bilhão é destinado para inserção de novos itens ao portfólio de produtos revestidos de alta resistência destinados aos setores automotivo e de eletrodomésticos, e a previsão é que seja inaugurada no 4º trimestre deste ano. Na Mina Serra Azul, em Itatiaiuçu, o aporte é da ordem de R$1,8 bilhão para elevar a produção de 1,6 milhão para 4,5 milhões de toneladas/ano de minério de ferro.
Na planta industrial de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, os recursos somam R$ 1,3 bilhão para aumentar a fabricação de aço em 500 mil toneladas ao ano com ampliação do portfólio de produtos e soluções voltados aos mercados da indústria (setor automotivo e energia) e construção civil. Na planta industrial de Sabará, os investimentos são de R$ 144 milhões, que permitirão aumentar a capacidade em 35% de trefilados.
Aquisição da CSP - Em 2022, a ArcelorMittal deu mais um passo importante para reforçar sua atuação no Brasil e iniciou o processo de aquisição de 100% das ações da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará. O negócio foi concluído em março de 2023, consolidando sua liderança como a maior produtora de aço do Brasil e da América Latina. A usina tem a capacidade de 3 milhões de toneladas/ano e está estrategicamente localizada no Complexo do Pecém, tendo acesso, via correias transportadoras, ao Porto do Pecém. Essa estrutura possibilitará a integração da unidade à rede global de produção de aço da ArcelorMittal. Foram investidos R$ 11,4 bilhões (US$ 2,2 bilhões) nessa aquisição. “Trata-se de um investimento estratégico, de grande sinergia com as operações globais do Grupo ArcelorMittal. Além disso, a ArcelorMittal Pecém também apresenta a oportunidade para a criação de um novo centro de produção de aço de baixa emissão de carbono, capitalizando a ambição do estado do Ceará de desenvolver um centro de hidrogênio verde de baixo custo”, afirma Jorge Oliveira, CEO da ArcelorMittal Aços Planos LATAM.
Inovação - Pesquisa e desenvolvimento também estão na base da estratégia de negócios e de crescimento sustentável da empresa. O Programa de Inovação Digital iNO.VC é uma iniciativa inédita do segmento de Aços Planos que desenvolve novas tecnologias e amplia as das unidades Tubarão (ES) e Vega (SC). Já o Açolab, liderado pelo segmento de Longos, é o primeiro hub de inovação do setor de aço do mundo, que gere um fundo de investimentos para aceleração de startups e pequenas empresas inovadoras. No ano passado, foram realizados investimentos em quatro startups por meio do Açolab Ventures, fundo com recursos internacionais do Grupo ArcelorMittal, escolhidas entre 900 projetos, que somaram mais de R$ 26 milhões. A inovação é ainda apoiada pela ArcelorMittal Sistemas (de desenvolvimento de soluções de tecnologia de informação) e pelo Centro de Pesquisa & Desenvolvimento da ArcelorMittal para a América do Sul, em funcionamento na unidade de Tubarão.
ESG - As boas práticas de ESG se estendem a todo o grupo, e não apenas à estrutura diretamente ligada à produção e administração. A ArcelorMittal está comprometida em liderar a descarbonização na indústria do aço. É a pioneira em estabelecer o compromisso mundial de ser carbono neutro até 2050 e empenhada em liderar o processo de transição para uma economia de baixo carbono.
Em relação aos produtos e soluções sustentáveis, a produtora de aço lançou o XCarb©, que reúne todas as iniciativas e produtos de aço fabricados com baixa emissão de CO2, bem como iniciativas mais abrangentes e projetos de inovação verde, em um único esforço para alavancar a economia de baixo carbono. E, como primeiro produto dentro dessa iniciativa, a empresa colocou no mercado o vergalhão 50 S XCarb©, produzido com 100% de material metálico reciclado e 100% de energia renovável com baixa emissão de carbono.
A empresa também foi a primeira do país a conquistar a certificação ResponsibleSteel™, um padrão internacional de excelência, que atesta o respeito às comunidades locais, aos recursos naturais, às relações trabalhistas e aos direitos humanos em toda a cadeia produtiva. Em 2022, foram certificadas as unidades ArcelorMittal Tubarão, no Espírito Santo, e a ArcelorMittal Monlevade, em Minas Gerais. No mês passado, foi a vez da unidade de Vega, em Santa Catarina. Até o final de 2024, a empresa espera ter todas as suas unidades certificadas.
A ArcelorMittal conta com o Programa de Diversidade & Inclusão, lançado em 2019. O programa tem foco em quatro dimensões: Equidade de Gênero, Diversidade Racial, Pessoa com Deficiência e LGBTI+. A empresa possui a meta de ter 25% de mulheres entre as lideranças até 2030.
Investimentos sociais - No ano passado, a Fundação ArcelorMittal investiu R$73 milhões, entre recursos próprios e incentivados, prioritariamente nas áreas de educação, cultura e esporte, em projetos dos quais participaram 2,9 milhões de pessoas. Na área da Educação, foi lançada a Liga STEAM, que prioriza a abordagem metodológica Steam (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), por meio da aprendizagem baseada em projetos.
A empresa é a maior investidora em projetos esportivos em Minas Gerais e está entre as cinco maiores do país, com recursos das Leis de Incentivo. Para além das iniciativas realizadas nas comunidades, a empresa patrocina o Sada Cruzeiro, o Corredores de Aço, a Stock Car Pro Series e o projeto “Juntos Nessa Onda”, do Instituto Neymara Carvalho, de aulas gratuitas de bodyboarding para crianças no Espírito Santo. Além disso, é patrocinadora do Palácio das Artes (maior centro de difusão cultural de Minas Gerais); do Grupo Corpo, uma das mais importantes companhias de dança contemporânea brasileira; e é parceira da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais no projeto Fora de Série e mantenedora do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Sobre a ArcelorMittal
Maior produtora de aço do Brasil e líder no mercado global, o Grupo ArcelorMittal tem cerca de 158 mil empregados, sendo 16 mil no Brasil e atende clientes em 155 países, com o propósito de criar aços inteligentes para as pessoas e o planeta.
A empresa tem unidades industriais em sete estados (CE, ES, MG, MS, RJ, SC e SP), além de unidades de distribuição e serviços em todo o país, sendo a única do setor no Brasil a contar com a certificação ResponsibleSteel.
As plantas brasileiras têm capacidade de produção anual de 7 milhões de toneladas de minério de ferro e de 15,5 milhões de toneladas de aço bruto, com aplicação nas indústrias automobilística, de eletrodomésticos, construção civil e naval, entre outras. A empresa atua, ainda, em áreas diversificadas como geração de energia para consumo próprio, produção de biorredutor renovável (carvão vegetal a partir de florestas renováveis de eucalipto) e tecnologia da informação.
Foto: Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Longos e Mineração LATAM (divulgação)

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